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Sábado, Abril 02, 2005

BALANÇO - PARTE DOIS

Em primeiro lugar uma satisfação, antes que me cobrem atualizações mais freqüentes: continuo sem PC em casa, amigo Adejailto! Meu processador ainda superaquece, apesar dos dois coolers com a potência de duas turbinas de Jumbo que o professor Eduardo -meu guru informata- colocou soprando no cangote dele!
Estou postando de uma Lan maneiríssima aqui em Copacabana, ao lado de adolescentes que jogam em rede enquanto chateiam pelo MSN, e cercado de turistas descascando.


Acelera Jovem!

Um dos fatos mais positivos que a carreira da SOPPA me proporcionou até agora foi, sem dúvida, a minha descoberta do Projeto Acelera Jovem, mantido pelo Viva Rio. Ele consiste basicamente num apoio aos alunos que vão ficando pra trás no desempenho escolar, enquanto seus colegas de turma se desenvolvem num rítimo mais normal. Os motivos pelos quais aqueles alunos se atrasam são os mais variados: desde simples inaptidão, até graves conflitos familiares. De problemas envolvendo drogas e violência, até a cruel simplicidade de uma pobreza extrema.
Rogério Corrëa uma vez deixou um comment aqui no blog e foi assim que nos conhecemos e começou a nossa parceria.


Rogério Corrëa

Na temporada do Teatro do Leblon e num determinado dia da semana, eram convidados 100 destes alunos para irem asistir à SOPPA. Depois do espetáculo batiamos um papo de uns 40 minutos onde eu tentava mostrar como funciona a caixa de um teatro e quantos e quais são os funcionários envolvidos numa produção e que não aparecem para o público. Nós posávamos para fotos e eu respondia perguntas e também escutava deles suas opiniões sobre o espetáculo. A esmagadora maioria daqueles jovens nunca tinha estado antes num teatro. E se o espetáculo não os agarrasse e seduzisse, era capaz deles nunca mais voltarem. Nem de graça! Eles vinham de bairros bem distantes; vinham da Baixada e de São Gonçalo. E comportavam-se magnificamente! Eu confesso que no primeiro dia de sua visita fiquei temeroso pela reação que pudessem ter. Pensei que poderiam me interromper com comentarios em voz alta. Nada disso. Reagiam prontamente e com inteligência a tudo que era dito em cena. E mais: diferentemente do público adulto dito normal, eles reagiam sem preconceitos e com espontaneidade.
Ganhei o título de Padrinho do projeto, o que muito me honra e me envaidece. De verdade.
Obrigado Rogério, obrigado ao Viva Rio e a seus diretores, e obrigado a rapaziada das escolas que é tão carinhosa comigo quando me abraça e me beija. Como aconteceu nesta última quinta-feira, dia 31 de março, quando uma turma de 50 alunos de São Gonçalo foi ao Teatro da UFF nos assitir.Valeu!
Mas quem me chamar de tio ganha um tapa na orelha, certo? :-)


Fotos: Kita Pedrosa

postado por: PEDRO PAULO MARQUES RANGEL - 1:01 PM

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